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O Poema da Graça e da Ira Divina: A Manifestação do Amor em Justiça

  • 16 de jun. de 2024
  • 1 min de leitura

Minha alma se agita, presa entre dois mundos,

Um, de temor profundo, outro, de graça imensa.

A ira de Deus, como trovão estrondo,

E a suave graça, que tudo recompensa.


Vejo a justiça em Sua ira, reta e ardente,

Como um fogo que purifica, chama incandescente.

O pecado não pode ficar impune,

Pois Deus é justo, santo e onipresente.


Mas eis que surge a graça, como um raio de luz,

Desce sobre mim, sem merecimento algum.

Cristo, na cruz, a ira divina conduz,

Toma o peso do pecado, o jugo comum.


Minha alma treme ao perceber o custo,

Do sangue derramado, do sacrifício justo.

A ira de Deus, satisfeita na cruz,

Para que eu conheça a graça e a luz.


Ó, quão doce é a graça, imerecido favor,

Que me resgata da ira, com eterno amor.

Agora compreendo, quão profundo é o laço,

Entre a justiça divina e o divino abraço.


Minha alma canta, livre e redimida,

Pois a ira foi vencida, e a graça concedida.

Em Cristo, encontrei a salvação,

Minha alma exulta, em eterna gratidão.


Por Helida Faria Lima



[Irmãos, é bem verdade que nós não saberíamos o peso da graça se não soubéssemos o peso da ira de Deus. E a ira de Deus, é a manifestação do seu amor em justiça. Escrevi este poema ao me encantar com a leitura de Romanos, especificamente nos capítulos 1 e 5. Bendito seja Deus, nosso Senhor, para todo o sempre, amém.]


 
 
 

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